Bonito/MS - Associação de Atrativos Turísticos de Bonito e Região
   
Passeios de Ecoturismo em Bonito, Serra da Bodoquena e Pantanal - MS - Brasil
 
 
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Além de turistas, Bonito é destino certo para empreendedores
 

Muitas vezes destacado na mídia nacional pelos atrativos, Bonito - e seu turismo sustentável - ganha espaço também como oportunidade de bons negócios. Um programa jornalístico da TV Record News voltado para o público empresarial mostrou esta semana que a aposta em Bonito significa empreendimentos bem-sucedidos.

 

Apresentado pela jornalista Fátima Turci, o "Economia e Negócios" abriu espaço para um empresário do maior resort do município e o diretor da empresa que está construindo o terminal de passageiros no aeroporto local. O enfoque das entrevistas foi o exemplo bem sucedido de localidades que aliam a co-gestão governo/iniciativa privada para não perder o ritmo do desenvolvimento no turismo interno.

 

"Por seis anos eleito melhor destino de turismo sustentável, um dos 60 municípios promovidos pelo Ministério do Turismo no exterior, e para completar o que falta de infra-estrutura, o governo recorreu à parceria da iniciativa privada". Com essa introdução, a jornalista abriu a conversa sobre a concessão feita pelo Estado para a construção do terminal de passageiros e operação aeroportuária pela empresa Dix Empreendimentos, o impacto da nova estrutura, e o potencial já confirmado e futuro para os negócios em toda a cadeia turística.

 

Empresário do resort Zagaya e vice-presidente do Bonito Convention & Visitor Bureau, Guilherme Miguel Poli contou como a aposta da família de hoteleiros paranaenses superou as expectativas, desde que se instalou na cidade sul-mato-grossense, há 12 anos. "Mesmo sem o acesso aéreo direto, Bonito sempre atraiu e atrai muita gente", disse, citando que hoje as condições da estrada são boas e prevendo acréscimo no movimento, "agora que o aeroporto está saindo".

 

Poli destacou que uma das grandes vantagens em Bonito é a união de toda a classe empresarial, que trabalha aliada. "Nossa concorrência acontece só fora dali, em outros destinos", contou, garantindo que o excedente de visitantes que surgir encontrará serviços de ótima qualidade em hospedagem, gastronomia e atrativos.

 

Desafiado pela apresentadora a "vender" o destino que representa, Poli enumerou: "Bonito é singular por reunir todas as atrações em um só lugar, temos até praia [oriunda da recuperação de uma área degradada pela extração de calcário]; se você comparar com Fernando de Noronha, ou locais do Norte/Nordeste, Bonito é perto para quem vem do Sul e do Sudeste. E tem a gastronomia, nosso churrasco é fantástico, o peixe, a sopa paraguaia...".

 

Guilherme Poli estima que o número de turistas que hoje chegam por meio aéreo a Campo Grande e seguem por terra para Bonito - cerca de 100 diariamente - deve crescer em cerca de 40% na próxima temporada com a ligação direta do Sudeste até a cidade de destino final.

 

Diretor da empresa pernambucana Dix Empreendimentos, Frederico Siqueira explicou por que entrou na concorrência para construir e operar o terminal. "Primeiro, Bonito é tão Bonito que o nome não traduz, confesso que me surpreendeu. Outro fator foi conhecer o potencial da infra-estrutura de serviços já existente, com hotéis belíssimos, um moderno centro de convenções feito com elevado investimento privado. Nós pensamos: 'se todos acreditam, por que não vamos acreditar?'.

 

Ao explicar as qualidades do projeto - que respeita a característica ambiental - Siqueira destacou que o aeroporto já conta com uma boa pista de dois mil metros de comprimento por 30 de largura, balizamento noturno e luzes de emergência. Questionado pela apresentadora, ele garantiu que o passageiro encontrará no novo aeroporto toda a estrutura de atendimento com conforto, segurança e serviços, como os de compras e restaurante. "Fizemos um projeto modular, de 1.800 metros quadrados, sendo que metade já vai estar pronta agora".

 

Para o empresário, atingir as expectativas de público (até 240 mil passageiros/anos após a segunda fase de obras e operando na capacidade total) depende de três fatores: a habilidade de gestão da empresa e das companhias aéreas em oferecer bons serviços; o bom desempenho do empresariado do restante da cadeia; e as ações do poder público para vender bem o destino turístico.

 

Poli e Siqueira revelaram que as tratativas lideradas pelo governo estadual estão adiantadas com a empresa aérea Ocean Air, com previsão de iniciar a operação com dois vôos regulares semanais e mais um vôo charter aos fins-de-semana. Segundo Poli, a companhia tem o mesmo perfil do governo André Puccinelli, "são empreendedores, que arriscam, e vão buscar".

 

A expectativa é ter depois mais empresas operando a linha. Sobre o custo da passagem, o diretor da Dix avalia que as companhias poderão ofertar tarifas razoáveis, condizentes com a distância não tão longa entre a origem e o poder de compra do turista que compõe o principal perfil do visitante de Bonito: pessoas do Sudeste (cerca de 50%) e Sul do Brasil.

 

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